
Myrna Sereapião e Amaryllis Avakian
O Alcon Advanced Dry Eye Summit 2026, realizado em 28 de janeiro, reuniu oftalmologistas em um encontro digital transmitido simultaneamente para 10 cidades e 15 praças, contando também com especialistas anfitriões nas diferentes regiões do país. O evento promoveu uma atualização clínica aprofundada sobre a doença do olho seco, com foco em diagnóstico, diretrizes, individualização terapêutica e impacto cirúrgico.
Abrindo a programação, a Dra. Monica Alves destacou a relevância de reconhecer o olho seco como uma condição frequentemente subdiagnosticada no consultório. Segundo a especialista, o primeiro passo para tratar corretamente é entender a causa da doença.
“A possibilidade de entender a causa faz com que o olho seco passe a existir clinicamente para que possamos pensar em tratamento. Quantos olhos passam por você todos os dias e podem estar secos, e pode ser que estejam deixando de ser identificados e tratados adequadamente?”, provocou.
Na sequência, o Dr. Sergio Felberg abordou as atualizações das diretrizes internacionais e seu impacto direto na prática clínica. “As atualizações do DEWS trazem mais segurança e lançam luz sobre a prática em 2025, reforçando a individualização do tratamento do olho seco”, afirmou.

Monica Alves e Sergio Felberg
O especialista também destacou a importância da adaptação dessas diretrizes para a realidade regional:
“O LUBOS veio para a prática brasileira e latino-americana de forma simplificada, estruturado em perguntas e respostas alinhadas às principais dores e questões do consultório, com apoio de testes e avaliação em diferentes níveis de possibilidade diagnóstica”, explicou.
Dando continuidade, a Dra. Myrna Serapião reforçou que o tratamento do olho seco não pode ser padronizado de forma simplista. “Olho seco e colírio não são tudo iguais. A personalização é fundamental para alcançar melhores resultados no tratamento”, destacou.
A oftalmologista ressaltou que tecnologia de formulação, performance dos produtos e escolha adequada do colírio fazem diferença direta na adesão do paciente e nos desfechos clínicos.
Encerrando o Summit, a Dra. Amarillys Avakian trouxe uma abordagem cirúrgica ao debate, alertando para o impacto do olho seco nos resultados do pré e pós-operatório. “O olho seco impacta diretamente o pré-operatório e pode interferir na acurácia das medidas, influenciando decisões importantes”, afirmou.

“Sem uma avaliação adequada da superfície ocular, a indicação de lentes multifocais pode gerar erros. A avaliação da superfície é determinante para o sucesso cirúrgico”, explicou.
No pós-operatório, a especialista alertou para os riscos do uso de colírios com conservantes: “Se o olho seco fosse tratado antes, muitos danos poderiam ser evitados. É essencial ter atenção, orientar o paciente e alinhar expectativas ao longo de todo o processo”, concluiu.
O Alcon Advanced Dry Eye Summit 2026 reforçou que o manejo do olho seco exige diagnóstico estruturado, uso de diretrizes atualizadas, personalização terapêutica e atenção contínua à superfície ocular, consolidando-se como um tema central na oftalmologia moderna.


