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INFORME PUBLICITÁRIO | Johnson & Johnson Vision

 

Em lançamento realizado em dezembro de 2025, cirurgiões discutem a TECNIS OdysseyTM como lente “full range contínua”, com foco em alcance visual, contraste, tolerância ao residual e experiência do paciente — com alertas claros sobre seleção de casos.

 O lançamento brasileiro da TECNIS OdysseyTM (Johnson & Johnson Vision), realizado em dezembro de 2025, foi estruturado como uma narrativa em camadas: começou pelo propósito e pelo legado, avançou para a consolidação de plataforma e, então, mergulhou nas evidências clínicas e na vivência do consultório — até desembocar no recado final de acesso e decisão médica. No centro do debate, uma questão prática para o cirurgião de catarata premium: como entregar visão contínua (longe–intermediário–perto) com qualidade de imagem/contraste e um perfil de fenômenos fóticos mais confortável, sem perder previsibilidade.

Gildo Matuoka, Diretor da Unidade de Negócios J&J Surgical Vision LATAM

Abrindo a noite, Gildo Matuoka, Diretor da Unidade de Negócios J&J Surgical Vision LATAM, enquadrou o lançamento como parte de uma cultura centenária de construção com a medicina. Ele ressaltou a importância da relação aberta com os oftalmolgistas: “acreditamos genuinamente que a abertura ao diálogo e a construção de uma conversa transparente são fatores decisivos para o fortalecimento do portfólio clínico dos médicos e, sobretudo, para o benefício final dos paciente”

Nilson Lopes, Oftalmologista e Diretor Associado de Educação e Desenvolvimento Profissional | J&J Vision Care & Surgical Vision

Na sequência, Nilson Lopes, Oftalmologista e Diretor Associado de Educação e Desenvolvimento Profissional | J&J Vision Care & Surgical Vision, conectou inovação à capacidade de treinar bem a comunidade cirúrgica. Ele enfatizou que atuar em uma empresa com DNA voltado à inovação e à educação reforça a importância do eixo educacional como elemento central da prática clínica, uma vez que, historicamente, a introdução de novos produtos nem sempre foi acompanhada do conhecimento necessário para sua correta interpretação e aplicação.

 

Da estratégia à prática clínica

A transição do discurso institucional para a prática clínica ganhou densidade na roda de conversa conduzida por Amaryllis Avakian, Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa,  com Walton Nosé, Oftalmologista e Professor Adjunto da UNIFESP-EPM, e Maurício Barros, Cirurgião de Catarata e Diretor do Instituto de Olhos de Natal, centrada na longevidade da plataforma TECNIS e no que sustenta, no dia a dia, a confiança do cirurgião diante de uma lente premium. Logo na abertura, Amaryllis deu o tom ao explicar por que aquela discussão era mais do que “produto”: “a experiência representou uma mudança significativa na minha rotina cirúrgica e na prática clínica cotidiana, conferindo um novo estímulo ao exercício da cirurgia”.

Provocado sobre segurança e consistência ao longo dos anos, Walton Nosé respondeu com a objetividade de quem atravessou gerações de materiais e designs: “as queixas diminuíram muito, os resultados são excelentes, você pode confiar”.

Walton Nosé, Oftalmologista e Professor Adjunto da UNIFESP-EPM

Amaryllis Avakian, Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata, Córnea e Cirurgia Refrativa

Maurício Barros, Cirurgião de Catarata e Diretor do Instituto de Olhos de Natal

Para explicar o que, na prática, vira “qualidade visual”, ele recorreu a uma analogia que dialoga com o conceito de transmissão de luz e clareza óptica: “a melhor lente é aquela que oferece maior transparência óptica, pois a clareza da imagem e a plena passagem da luz são determinantes para a qualidade visual”.

Maurício Barros, por sua vez, sublinhou que o valor da plataforma também está na forma como o lançamento foi construído — com ritmo, escuta e maturação — ao elogiar a estratégia de disponibilização: “parabenizo a forma como esse projeto foi construído, com tempo, escuta e maturação, permitindo que a tecnologia fosse disponibilizada de maneira consistente”.

Em seguida, traduziu o impacto disso no consultório ao destacar uma mudança de lógica no portfólio: “trata-se de uma mudança de conceito, ao abordar a multifocalidade de forma integrada, independentemente da presença ou não de astigmatismo, com foco central nas necessidades do paciente”.

Na prática editorial da noite, essa roda cumpriu um papel decisivo: amarrar a TECNIS OdysseyTM ao que o cirurgião mais valoriza quando decide por uma tecnologia premium — previsibilidade, comportamento “comportado” intraocular e confiança de plataforma — criando o alicerce para, nos blocos seguintes, discutir full range, disfotopsias e tolerância ao residual com a lente já “enquadrada” como continuidade (e não ruptura) dentro da família TECNIS.

 

O racional óptico por trás da Odyssey

Jonathan Lake, Diretor Médico Grupo Opty Brasil

Logo após, a programação avançou para uma apresentação de caráter técnico conduzida por Jonathan Lake, Diretor Médico Grupo Opty Brasil, que detalhou os fundamentos ópticos que sustentam o desenvolvimento da TECNIS Odyssey™. Sua fala buscou posicionar a lente como resultado de um longo processo de amadurecimento da plataforma TECNIS, condição essencial para viabilizar um desenho difrativo mais sofisticado.

Segundo Jonathan, “para desenvolver uma tecnologia difrativa avançada como a Odyssey, é indispensável partir de uma plataforma que já tenha atingido níveis muito elevados de qualidade óptica”. Ele ressaltou que a TECNIS é fruto de décadas de refinamento contínuo, o que permitiu avançar no controle da distribuição da luz sem comprometer contraste e previsibilidade.

Ao abordar o conceito de freeform, Jonathan fez questão de diferenciar o termo de uma simples evolução incremental. Para ele, “não se trata apenas de criar novos focos, mas de controlar a forma como a luz é distribuída de maneira mais precisa e previsível”. Diferentemente dos perfis difrativos tradicionais, o desenho freeform permite variações sutis na geometria óptica, favorecendo uma transição mais contínua entre as distâncias focais.

Jonathan também destacou que aspectos estruturais da lente — como a plataforma de peça única em acrílico hidrofóbico, o desenho das alças e a estabilidade no saco capsular — fazem parte do resultado visual final. “A previsibilidade cirúrgica e o comportamento da lente ao longo do tempo estão diretamente ligados à solidez da plataforma”, afirmou.

Outro ponto central foi a correção da aberração esférica e o impacto na qualidade de imagem. De acordo com Jonathan, “eliminar fontes adicionais de aberração é fundamental quando se trabalha com superfícies difrativas, para preservar contraste e nitidez”, especialmente em condições de baixa luminosidade.

Encerrando sua apresentação, ele conectou o desenho óptico aos desfechos clínicos esperados, destacando que a TECNIS OdysseyTM foi projetada para entregar visão contínua ao longo de todo o range, com melhor controle de disfotopsias e maior tolerância a pequenos erros refrativos residuais. “O objetivo foi desenvolver uma lente capaz de oferecer visão contínua com o mínimo possível de efeitos indesejáveis, apoiada tanto no desenho óptico quanto na robustez da plataforma”, concluiu.

 

A confiança construída ao longo do tempo

Liang Jung, Especialista em Catarata e Doenças do Cristalino,

Rachel Gomes, Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata e Bruna Ventura, do HOPE

No bloco educacional, Liang Jung, Especialista em Catarata e Doenças do Cristalino, conduziu a conversa com foco explícito em método, responsabilidade e boa prática clínica. Logo na abertura, ele trouxe o DFU (bula) da lente como elemento central da discussão, reforçando que qualquer nova tecnologia exige leitura atenta das indicações e limitações. Ao apontar o QR Code exibido na tela, foi direto: aquela era a bula da TECNIS OdysseyTM e, portanto, o ponto de partida obrigatório para o uso seguro da lente. Liang fez questão de deixar claro que não há dados clínicos que sustentem a implantação da TECNIS OdysseyTM em olhos com comorbidades oculares, ressaltando que cabe ao médico avaliar cuidadosamente a relação risco-benefício em cada caso. A mensagem foi inequívoca: antes do entusiasmo com a inovação, vêm as regras do jogo.

Na sequência, Rachel Gomes, Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata, organizou o tema a partir de um movimento internacional de padronização de nomenclaturas no universo das lentes premium. Para ela, essa classificação é fundamental para alinhar expectativa do cirurgião e desempenho real da lente. Rachel explicou que a categorização se baseia na curva de defocus monocular, critério objetivo que permite avaliar a entrega visual ao longo das diferentes distâncias. Dentro da categoria “full range”, existem subgrupos — como steep, continuous e smooth — e a TECNIS OdysseyTM se enquadra como uma lente de full range contínuo, ou seja, com entrega elevada e consistente em todas as distâncias, reduzindo a chance de lacunas funcionais entre longe, intermediário e perto.

Quando a conversa avançou para a indicação clínica, Bruna Ventura, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), foi direta e prática. Para ela, o perfil ideal é claro: paciente com boa indicação para lente difrativa, córnea e retina saudáveis e desejo real de reduzir a dependência de óculos. Nesse contexto, afirmou sem hesitação que a TECNIS OdysseyTM se apresenta como a melhor resposta. Um dos diferenciais mais perceptíveis, segundo Bruna, está no desempenho de perto: poucas lentes trifocais conseguem entregar J1 com velocidade, sem que o paciente precise recorrer à luz do celular ou “procurar” as letras. Esse detalhe, aparentemente simples, faz grande diferença na experiência cotidiana.

Bruna também abordou um dos pontos que historicamente mais dificultam a conversão de lentes premium: a direção noturna. Segundo ela, a evolução da tecnologia mudou sua própria percepção ao longo dos últimos anos. Se antes dirigir à noite era um fator decisivo contra lentes difrativas, hoje esse receio perdeu força, desde que o paciente não apresente condições que potencializem sintomas, como olho seco importante ou outras alterações oculares relevantes — critérios que continuam sendo fundamentais na seleção do caso.

Karolinne Maia Rocha, MD, PhP, Cleveland Clinic

Na sequência, Karolinne Maia Rocha, MD, PhP, Cleveland Clinic, complementou o debate trazendo o olhar da qualidade de imagem. Ela conectou o design óptico da lente à percepção visual do paciente, destacando a alta transmissão de luz, atualmente acima de 95%, como um dos fatores que explicam o bom desempenho de contraste. Karolinne também chamou atenção para o comportamento precoce da lente em pacientes bem selecionados, descrevendo resultados visuais já na primeira semana de pós-operatório, com acuidade de longe elevada e J1 binocular em muitos casos.

Ao falar de disfotopsias, Karolinne adotou um tom firme e realista. Para ela, é indispensável que o médico tenha uma conversa honesta com o paciente no pré-operatório, explicando que fenômenos luminosos podem ocorrer, especialmente à noite. Informar e alinhar expectativas faz parte do sucesso do implante e evita frustrações, mesmo quando a intensidade desses efeitos é menor do que em gerações anteriores de lentes.

O tema da tolerância ao erro refrativo residual surgiu como um dos pontos de maior consenso do painel. Houve um equilíbrio claro no discurso: a TECNIS OdysseyTM demonstra maior tolerância a pequenos erros residuais, o que traz alívio ao cirurgião, mas isso não significa relaxar no planejamento. Liang reforçou que ninguém deseja astigmatismo residual, embora ele possa ocorrer, e que a lente se mostra mais permissiva nesses cenários. Ainda assim, o objetivo permanece o mesmo: buscar a emetropia com rigor.

Bruna traduziu esse ganho em impacto prático ao relatar uma redução significativa na necessidade de procedimentos de touch-up, como PRK ou LASIK, para correção de pequenos resíduos refrativos. Mesmo com essa vantagem, o recado técnico final prevaleceu entre os especialistas: conhecer bem a própria “mão”, dominar o planejamento, respeitar a indicação e manter a emetropia como alvo continuam sendo condições indispensáveis para que a TECNIS OdysseyTM entregue todo o seu potencial clínico.

O que muda no resultado do paciente

Celso Takashi Nakano, Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata

No encerramento do bloco clínico, Celso Takashi Nakano, Oftalmologista Especialista em Cirurgia de Catarata, sintetizou a percepção compartilhada ao longo do evento com a frase que acabou se tornando um dos marcos da noite: a qualidade da visão de longe proporcionada pela TECNIS OdysseyTMTM. Para ele, o desempenho nessa distância é “excelente, absurdo”, sobretudo quando comparado às lentes trifocais tradicionais. Na sua avaliação, a TECNIS OdysseyTM enfraquece uma das críticas históricas às lentes premium, a sensação de troca entre distâncias, ao reduzir o clássico cenário de “ganha no longe, perde no perto” ou o inverso. Segundo Takashi, diferentemente do que se observa com outras tecnologias, a TECNIS OdysseyTM não tem reproduzido essa lógica de compensação no dia a dia clínico.

Ao aprofundar a análise, Takashi elencou os pilares que, em sua visão, sustentam essa mudança de percepção: tolerância ao erro refrativo residual, contraste, qualidade visual e segurança. Esses fatores, combinados, ajudam a explicar por que a lente se comporta de forma mais previsível e confortável para o paciente, inclusive em situações desafiadoras. Ele também foi transparente ao relatar sua própria mudança de postura em relação ao conceito de freeform. Se inicialmente enxergava o termo com desconfiança, como um possível recurso de marketing, a experiência prática alterou essa visão. A partir do entendimento do design óptico e dos resultados observados, Takashi afirmou que é justamente ali que se revela um dos grandes diferenciais da TECNIS OdysseyTM.

Amaryllis, que havia aberto a roda de conversa em outro momento do evento, retornou nesse bloco final reforçando o impacto profissional da nova tecnologia. Seu depoimento trouxe à tona um elemento decisivo no universo das lentes premium: o fator emocional associado à confiança clínica. Quando o médico passa a enxergar consistência nos resultados e previsibilidade no comportamento da lente, a postura de indicação muda de forma natural. Essa segurança não apenas facilita a conversa com o paciente, como também amplia o repertório de casos em que o cirurgião se sente confortável para propor uma solução de maior valor agregado.

 

Indicação segura

Priscilla Nogueira Auad, Gerente de Marketing Estratégico Brasil na J&J Vision

Encerrando oficialmente a noite, Priscilla Nogueira Auad, Gerente de Marketing Estratégico Brasil na J&J Vision, trouxe o olhar estratégico da companhia, articulando posicionamento comercial e ética médica. Em sua fala, ela reforçou que todas as decisões relacionadas ao portfólio da Johnson & Johnson Vision são ancoradas no credo da empresa, que coloca o impacto na vida dos pacientes e dos médicos como prioridade. Segundo Priscilla, tudo o que foi apresentado ao longo do evento — da inovação tecnológica à forma de disponibilização da lente — nasce dessa premissa central.

Ela destacou ainda que o desenho do portfólio e a estratégia de acesso têm um objetivo claro: retirar o fator financeiro como principal limitador da escolha. Ao permitir que diferentes soluções coexistam de maneira coerente, a empresa busca garantir que a decisão do oftalmologista seja, acima de tudo, uma decisão clínica, baseada na necessidade visual do paciente e não em restrições econômicas. Com isso, a mensagem final se consolida: a tecnologia só cumpre seu papel quando o médico consegue indicar o que o paciente realmente precisa, e quando o acesso não distorce essa escolha.

 

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