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Um bebê de apenas quatro meses, da cidade de Mirandópolis (SP) com um caso raro de glaucoma no olho direito, passou por uma cirurgia delicada nesta sexta sexta-feira, (21/06), por volta das 11h, no DOlhos Hospital Dia, em São José do Rio Preto (SP), e passa bem.
O oftalmopediatra Kássey Vasconcelos, especialista na doença e coordenador do Departamento de Glaucoma do D Olhos, optou pela técnica da Trabeculotomia, procedimento cirúrgico em que há uma pequena remoção de tecido do olho.
Devido à idade do paciente, foi aplicada anestesia geral. A cirurgia demorou cerca de 1 hora e terminou conforme o esperado. “O glaucoma congênito pode provocar a perda irreversível da visão e até mesmo a perda do olho da criança. Por isso, agimos com rapidez. Ainda não é possível dizer com certeza como o paciente reagirá, mas consideramos a cirurgia um sucesso e daremos todo o suporte no pós-operatório”, afirma o médico responsável.
Entenda o caso
O paciente, que completa cinco meses neste domingo (23/06), e sua família são moradores de Mirandópolis (SP), a cerca de 230 quilômetros de Rio Preto. 
Na última segunda-feira (17/06), o bebê acordou com o olho direito azulado, o que fez com que os pais de primeira viagem procurassem ajuda médica na cidade de origem. Logo veio o diagnóstico do glaucoma e a recomendação para procurarem um centro de referência. Com a ajuda de uma assistente social, o casal levou o bebê ao D Olhos e foi orientado a submetê-lo a uma cirurgia de emergência. 
A avó paterna da criança tem glaucoma, mas os familiares não imaginavam que a doença poderia se manifestar também em crianças. “O medo nos deixa cegos. Ficamos muito assustados com as informações que encontramos na internet, mas agora estamos mais tranquilos”, diz a mãe E.C.O.C.L, de 21 anos.
 
Entenda a doença
O glaucoma danifica o nervo que liga o olho ao cérebro, geralmente devido à alta pressão intraocular. A maioria dos tipos da doença atinge pessoas com mais de 40 anos e não costuma apresentar sintomas, além da perda progressiva e irreversível da visão. Sua causa permanece desconhecida, embora a hereditariedade seja um fator de risco importante. Os casos congênitos ou infantis isto é, que surgem com o nascimento ou logo após o nascimento são considerados raros e potencialmente graves. 
Quando o glaucoma se manifesta em crianças, está associado à má formação na malha trabecular, na íris ou na córnea. Por isso, podem aparecer alguns sinais clínicos, como lacrimejamento, contração involuntária da pálpebra (blefaroespasmo), sensibilidade ou aversão à luz (fotofobia), globo ocular aumentado (buftalmia) e alterações na transparência da córnea, que fica branco-azulada, como se uma membrana estivesse cobrindo o olho. 
O teste do olhinho é fundamental para os recém-nascidos, mas não o suficiente, já que a doença pode demorar a se manifestar. Recomenda-se que, até completar o primeiro ano de vida, a criança vá pelo menos uma vez a um oftalmologista para exames preventivos complementares. Vale lembrar que, se diagnosticado e tratado precocemente, o glaucoma congênito é o único que pode ser curado.

Fonte: D`Olhos Hospital Dia

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