
Coordenada pelos doutores Eric Pinheiro de Andrade, Mario Martins dos Santos Motta e Sergio Fernandes, a sessão teve formato dinâmico, com apresentações curtas seguidas de discussão, favorecendo a troca de experiências entre os palestrantes e a plateia.
A programação abordou temas de grande relevância para a prática diária, começando com a discussão sobre o momento ideal para indicação de cirurgia de catarata em paciente com degeneração macular relacionada à idade e atrofia retiniana, apresentada pelo Dr. Wagner Ghirelli. A relação entre catarata, visão funcional e risco de progressão da DMRI abriu espaço para uma reflexão sobre individualização da conduta e avaliação cuidadosa do prognóstico visual.
O glaucoma também teve destaque em diferentes momentos da sessão. O Dr. Vespasiano Nunes Rebouças dos Santos discutiu sinais fundoscópicos que podem tornar suspeito um caso de pressão intraocular limítrofe em paciente jovem. Já o Dr. Remo Susanna Jr. abordou erros frequentes no diagnóstico e no tratamento da doença, reforçando a importância de uma investigação criteriosa e do acompanhamento adequado. Mais adiante, o Dr. Emilio Rintaro Suzuki Junior trouxe à pauta o papel do SLT como alternativa terapêutica inicial no tratamento do glaucoma, tema cada vez mais presente nas discussões contemporâneas.
A retina também esteve presente com o Dr. Sergio Luis Gianotti Pimentel, que respondeu à pergunta comum de pacientes com drusas: “vou ficar cego?”. A apresentação contribuiu para esclarecer como orientar o paciente, estratificar riscos e conduzir o seguimento clínico de forma realista e acolhedora.
Entre os temas de superfície ocular e oftalmopediatria, a Dra. Liana Tito Barbosa Francisco discutiu o manejo da conjuntivite alérgica em crianças, destacando aspectos importantes para o controle dos sintomas e para a orientação das famílias. Já o Dr. Marcelo Vicente de Andrade Sobrinho abordou a conduta diante de queixa de desconforto à leitura em adolescente com boa acuidade visual, trazendo à discussão a importância da avaliação refracional, acomodativa e funcional.
A sessão também contemplou situações que exigem atenção diagnóstica imediata, como a paciente com baixa visual bilateral e edema de papila, tema apresentado pelo Dr. Eric Pinheiro de Andrade. O caso reforçou a necessidade de raciocínio clínico estruturado diante de sinais neuro-oftalmológicos potencialmente graves.
Outros quadros frequentes no consultório também foram discutidos, como as causas mais comuns de epífora no adulto, abordadas pelo Dr. Murilo Alves Rodrigues, e o diagnóstico diferencial da miastenia em casos de paresia do levantador da pálpebra, apresentado pelo Dr. Luiz Guilherme Marchesi Mello.

Com uma proposta objetiva e altamente aplicável à rotina assistencial, a sessão “Dia a Dia do Consultório” reforçou um dos pilares do SBO 2026: aproximar a atualização científica da realidade prática do oftalmologista, promovendo discussões que impactam diretamente a tomada de decisão clínica e o cuidado com o paciente.


