Chegamos em 2026 e, antes mesmo de desejar um bom ano, meu desejo é que você pare agora — pegue um café e um copo de água e venha comigo refletir sobre alguns pontos de 2025 que aprendemos para 2026.
Let’s?
Feliz 2026!
Tenho o hábito de escutar podcasts enquanto dirijo ou cozinho (quem mais?) e sempre busco conteúdos que façam minha mente refletir sobre caixinhas pouco mexidas quando estamos no piloto automático.
Também sou fã do Mario Sérgio Cortella e do Clóvis de Barros Filho, então usarei de provocações deles para falarmos a partir de agora.
Existe uma frase do Mario Sergio Cortella que diz mais ou menos assim:
“Mais perigoso do que um desinformado desanimado é um desinformado motivado.”
A ilusão do “fazer”
O desinformado motivado sai fazendo, por conta própria, da cabeça, sem planejamento e sem estratégia — muitas vezes sem um objetivo claro do porquê. E isso é um desastre total.
Convenhamos: a pessoa até pode ter sorte em algum momento, mas sustentar algo com base em achismo é um eterno apagar incêndios.
Em 2025 fomos bombardeados pelas redes sociais, jornais e revistas sobre produtividade, oportunidades de mercado e novas habilidades.
Tudo isso regado a um leve gatilho de ansiedade para quem não estava fazendo “além”.
Pois bem, poderia dizer: “calma, não precisa ir além” — e acabaria essa coluna de forma motivacional. Mas não.
Venho aqui para dizer: vamos sim ir além — mas com estratégia e clareza.
2025 trouxe a provocação: “Eu preciso fazer.”
2026 chega com: “Eu preciso saber fazer!”
Se no ano passado todo mundo correu atrás de algo — AI, cursos, podcasts, eventos, reels, lives, congressos, mentorias, comunidades, plataformas, paywalls, posicionamento, networking, monetização do conhecimento — chegamos a um ponto em que existia mais pauta do que bússola.
E mais ansiedade do que método.
Aquele flerte diário com o burnout.
O perigo do motivado desinformado e a reflexão do Cortella vêm justamente para desmontar o romantismo da motivação vazia e trazer verdades que precisam ser ditas em tempos de IA:
- Motivação nunca substituiu repertório.
- Nunca substituiu técnica.
- Nunca substituiu método.
Cansou? Eu também. Só de listar já dá taquicardia.
Então vamos ao que interessa para 2026 e conectando com as colunas que já passaram por aqui:
Novos ares merecem aspas pesadas.
Encantamento, ética e excelência
A partir disso, se Cortella vem para o chamado à realidade, Clóvis de Barros Filho vem para o chamado ao sentido. Gosto muito quando ele fala sobre o encantamento como critério de excelência:
“A alegria no trabalho é quando aquilo que você faz te encanta. E quando te encanta, você presta atenção, você estuda, você melhora.”
Ou seja: método não nasce da motivação; nasce do encantamento.
Clóvis também lembra que existe uma dimensão ética nesse processo:
“A ética começa quando o outro entra na conta.”
E na saúde isso só fica mais evidente.
Vivemos um momento em que o paciente está mais informado do que nunca — mas nem sempre melhor informado.
Logo, há mercado — e há necessidade — para capacitação e conteúdo.
Ser quem sabe escutar, traduzir e entregar virou diferencial competitivo.
Outro ponto para 2026: viver perto de quem soma.
Ambientes de troca, comunidades técnicas, mentorias e ecossistemas começaram a substituir o networking superficial.
Escolher onde depositar energia este ano será determinante — seja para iniciar o marketing médico, se posicionar nas redes, palestrar, entrar em cursos ou construir reputação como KOL.
Escolher o que não fazer
E isso inclui definir não apenas o que fazer, mas o que não fazer.
2025 ensinou que abraçar tudo e dizer sim para tudo é uma falha enorme.
Dizer não — por mais óbvio que pareça — é o novo luxo.
E por que não, o novo diferencial?
Escolha as suas forças e desprenda-se do que não soma.
Está tudo bem mudar de opinião, de formatos e de estratégia — só não traga para 2026 o que não te leva para onde você quer chegar.
Então, te provoco a um primeiro Não: NÃO, você não precisa agora de mais nada; você primeiramente precisa reservar 30 minutos por dia com você mesmo e escrever em um papel o que você quer para esse ano. Qual foco? Qual tom?
E daí então – SIM, vá atrás de forças para te ajudar com sabedoria.
Na minha opinião, 2026 não é um ano para amadores.
Nem para ansiosos.
Nem para encantados com glitter e desinformação.
É um ano para quem:
- estuda
- filtra
- conecta
- aplica
- cuida
- executa
Ou, como diria Clóvis:
“Se não te encanta, você não cuida; se não cuida, não há excelência.”
2025 desafiou.
2026 vai destacar quem aceitou o desafio.
E talvez seja exatamente aí que o mercado finalmente avance “Além”.
Até a próxima!
Jess.
Reflita sobre marketing médico: https://universovisual.com.br/o-marketing-que-cabe-em-voce/
Sobre gestão de dados e onde (não) perder dinheiro: https://universovisual.com.br/gestao-de-clinicas-e-jornada-do-paciente/
E sobre comunicação e como se tornar um speaker: https://universovisual.com.br/carreira-speaker-oftalmologia-2026/





