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Recentemente, foi publicado um estudo na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) sobre a atuação da química quântica na degeneração macular relacionada à idade (DMRI). O levantamento foi feito por cientistas da Universidade de Yale e da Universidade de Tübingen, na Alemanha, e mostra um avanço relevante na compreensão do mecanismo de proteção do olho contra a DMRI.

Segundo a pesquisa, a melanina, por meio de uma reação química quântica não convencional, desempenha um papel importante na eliminação da lipofuscina – uma combinação de lipídios e proteínas. Vale lembrar que a DMRI envolve a deterioração progressiva da visão central devido ao acúmulo de lipofuscina dentro da retina, resultando em dano celular. A descoberta foi considerada inovadora porque tem o potencial de dar a direção a futuros tratamentos para DMRI.

Estudos anteriores, realizados em camundongos albinos, mostraram que o acúmulo de lipofuscina e os danos à retina ocorrem mais cedo em comparação com outros casos. Já na pesquisa publicada no PNAS e realizada por Yanan Lyu et al, os pesquisadores empregaram microscopia eletrônica de alta ampliação para examinar discos não digeridos dentro das células da retina de camundongos albinos e de camundongos pigmentados geneticamente modificados para simular a DMRI. Ulrich Schraermeyer, professor do Centro de Oftalmologia da Universidade de Tübingen, afirmou que “os restos de discos não digeríveis foram dez vezes mais frequentes em camundongos albinos do que em pigmentados”.

Em camundongos albinos, a ausência de melanina – pigmento que apresenta variações entre indivíduos e tem sua eficácia reduzida com o envelhecimento – causa coloração distinta. A equipe de pesquisa, por saber do potencial da melanina para impedir o acúmulo de lipofuscina, estimulou a síntese do pigmento em camundongos albinos. Segundo os estudiosos, isso levou a uma redução importante nos níveis de lipofuscina.

Os pesquisadores avaliaram se uma droga quimioexcitada poderia ser uma maneira de contornar a melanina enquanto induzia seus efeitos. De acordo com Yanan Lyu, principal autor do estudo e pesquisador do Shanghai General Hospital, na China, em dois dias a lipofuscina diminuiu consideravelmente. Apesar de o processo químico específico pelo qual os elétrons excitados revertem a lipofuscina ainda não ter sido determinado, Schraermeyer aponta que a droga que é quimiexcitada diretamente pode ser um avanço para os pacientes com DMRI.

Fonte: Ophthalmology Breaking News

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