Tempo de leitura: 2 minutos

A relação entre diabetes e saúde ocular foi tema de uma sessão científica realizada na manhã desta sexta-feira. Coordenado por Oswaldo Moura Brasil e João Alberto Holanda de Freitas, o encontro reuniu especialistas para discutir os principais avanços no diagnóstico, acompanhamento e tratamento das complicações oculares associadas ao diabetes, com foco especial na retinopatia diabética e no edema macular diabético.

A programação abordou desde a importância da retinopatia diabética como possível biomarcador de doenças sistêmicas até a atualização da classificação da doença, reforçando o papel do oftalmologista não apenas na preservação da visão, mas também na identificação de sinais que podem indicar maior risco clínico global para o paciente.

Os métodos de imagem ocuparam espaço central nas discussões. A angiofluoresceinografia de grande angular, a tomografia de coerência óptica (OCT) e a angio-OCT foram apresentados como ferramentas cada vez mais relevantes para avaliar extensão da doença, atividade vascular, edema macular e resposta terapêutica, contribuindo para decisões clínicas mais individualizadas.

Outro eixo importante da sessão foi o rastreamento da RD. Temas como telemedicina, inteligência artificial e mutirões foram discutidos como estratégias complementares para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, especialmente em um cenário no qual muitos pacientes ainda chegam ao consultório em fases avançadas da doença.

No campo terapêutico, os especialistas revisitaram o papel atual do laser, os novos antiangiogênicos e os algoritmos de tratamento do edema macular diabético, destacando a importância de integrar evidências científicas, perfil do paciente, disponibilidade de recursos e acompanhamento contínuo. A sessão também trouxe uma atualização sobre os avanços na cirurgia de retina em pacientes diabéticos, ressaltando o impacto das novas técnicas e tecnologias na abordagem dos casos mais complexos.

 

Compartilhe esse post