Tempo de leitura: 9 minutos

INFORME PUBLICITÁRIO | Johnson & Johnson

 

Com moderação da Dra. Amaryllis Avakian, encontro reuniu especialistas nacionais e internacionais para discutir o papel das plataformas cirúrgicas e das lentes intraoculares na busca por melhores desfechos clínicos

Realizado durante o BRASCRS 2026, em São Paulo, o simpósio “Cirurgia de Catarata com Alta Previsibilidade: o Papel das Novas Tecnologias na Busca pelos Melhores Desfechos Clínicos”, promovido pela Johnson & Johnson Vision, reuniu especialistas para discutir como a evolução das plataformas de facoemulsificação, sistemas de visualização e das lentes intraoculares tem impactado diretamente a prática cirúrgica e a experiência visual dos pacientes.

Moderado pela Dra. Amaryllis Avakian, o encontro partiu de uma premissa central: a previsibilidade em cirurgia de catarata não depende de uma única etapa, mas da integração entre planejamento, tecnologia cirúrgica, escolha adequada da lente e perfil do paciente.

“Nosso objetivo é mostrar como essas novas tecnologias disponíveis hoje são aliadas de nós, médicos, na busca e na entrega de melhores resultados para os nossos pacientes”, afirmou Amaryllis na abertura do simpósio. Ao longo da programação, a moderadora conduziu a discussão conectando os temas apresentados e reforçando a importância de uma abordagem individualizada.

Plataforma cirúrgica e estabilidade intraoperatória

Dr. Ivan Corso

A programação teve início com o Dr. Ivan Corso, que abordou a importância de uma plataforma robusta e segura de facoemulsificação para alcançar maior previsibilidade nos resultados. Em sua apresentação, o especialista destacou sua experiência com o VERITAS® Vision System e o kit de Infusão Ativa, ressaltando aspectos ligados à fluídica, estabilidade de câmara e eficiência na quebra do núcleo.

“Não adianta falar de lente, de correção de presbiopia ou de design óptico sem falar de facoemulsificação, que é onde tudo acontece. Utilizar um aparelho de última geração e ter segurança na cirurgia é um passo importantíssimo”, afirmou.

Segundo Ivan, uma das evoluções mais relevantes da plataforma está no novo sistema de vias e no cassete de Infusão Ativa do VERITAS®, que contribui para reduzir a complacência e melhorar a estabilidade intraoperatória. “Para mim, essa é sem dúvida a maior evolução do aparelho. Quando você começa a utilizar o equipamento com esse tipo de kit, percebe como ele se comporta de forma diferente durante as cirurgias”, explicou.

O especialista também chamou atenção para o ultrassom elíptico com tecnologia WhiteStar, que, em sua avaliação, melhora a eficiência da facoemulsificação. “Ele faz com que você tenha uma performance extremamente potente, com perda celular reduzida e uma quantidade muito alta de córneas claras no dia seguinte”, destacou.

Na sequência, Dr. Ike Ahmed complementou a discussão com sua experiência no uso da plataforma VERITAS® em casos mais complexos. Para ele, a tecnologia deve entregar ao cirurgião três pilares fundamentais: segurança, eficiência e previsibilidade.

“No fim do dia, o que realmente queremos é algo seguro, eficiente e previsível”, afirmou. Ao comentar os recursos de fluídica, Ike destacou a possibilidade de alternar entre sistemas de bomba, aproveitando diferentes vantagens intraoperatórias. “A capacidade de ir e voltar entre peristáltica e Venturi permite tirar proveito dos dois sistemas. E o novo sistema de irrigação pressurizada nos permite manter uma câmara mais estável”, observou.

Material óptico, contraste e longevidade da plataforma TECNIS TM

Dr. Ricardo Nosé

A discussão avançou para a plataforma TECNISTM, que completa 25 anos e sustenta diferentes gerações de lentes intraoculares. Nesse bloco, Dr. Ricardo Nosé destacou a relevância do material, da transparência óptica e da qualidade de contraste na escolha da lente.

Dr. Ricardo ressaltou o impacto do número Abbe e da estabilidade do material hidrofóbico. “Qualidade visual está ligada ao contraste. As coisas que precisamos ver têm que ter contraste. A plataforma TECNIS TM realmente entrega um contraste muito importante”, disse.

Para o especialista, a escolha do material deve considerar a longevidade do implante. “Material é tudo e é uma vez na vida. Você está dando ao paciente a oportunidade de ter a melhor lente para ele”, completou.

TECNIS EyhanceTM e a consolidação da monofocal plus

Dr. Francisco Porfírio

Na sequência, Dr. Francisco Porfírio apresentou sua experiência com a LIO TECNIS EyhanceTM, destacando o papel da lente como uma evolução dentro do conceito de monofocal plus. Para ele, a tecnologia ampliou o padrão de entrega visual em relação às lentes monofocais tradicionais.

“Na época, achamos que seria uma evolução, mas foi uma revolução”, afirmou. “No meu portfólio atual, eu troquei totalmente a monofocal básica pela monofocal plus. O meu chão é monofocal plus.”

Porfírio destacou que a TECNIS EyhanceTM mantém indicação semelhante à de uma monofocal convencional, mas com ganho funcional em visão intermediária. “Os trabalhos têm mostrado melhora da visão intermediária e um pouco da visão de perto. A curva de defocus é mais amigável e facilita as atividades do dia a dia”, explicou.

O especialista também ressaltou a estabilidade da versão tórica e o uso em perfis de maior complexidade. “TECNIS EyhanceTM também é minha lente de escolha, em pacientes com histórico de cirurgia refrativa e em muitos casos de retina, concluiu.

TECNIS PureSeeTM: qualidade visual e perfil de segurança próximo ao monofocal

Dra. Bruna Ventura

Dra. Bruna Ventura dedicou sua apresentação à TECNIS PureSee™, uma lente EDOF totalmente refrativa que, segundo ela, passou a ocupar um espaço relevante na indicação para pacientes que buscam um alcance visual superior ao de uma monofocal plus, mas que não apresentam perfil ideal para lentes difrativas. A especialista destacou que a lente oferece excelente qualidade de imagem, com desempenho de contraste semelhante ao das lentes monofocais.

Dra. Bruna ressaltou que, na prática clínica, a lente se diferencia por sua ótica e por não exigir centralização específica ao final da cirurgia. “Às vezes ela parece uma monofocal comum. Se é tórica, alinhou a toricidade e acabou a cirurgia. Você não precisa se preocupar em centralizar a lente como acontece com outras tecnologias”, explicou.

Outro ponto enfatizado foi a importância de compreender as curvas de defocus para alinhar expectativas. “A PureSee e a Eyhance são lentes completamente diferentes no tratamento óptico. O que você promete ao paciente com uma é diferente do que você promete com a outra”, disse.

Para Bruna, a lente amplia o arsenal do cirurgião especialmente em pacientes com expectativa de maior alcance visual mas com preocupação em relação à melhor qualidade de contraste e incidência de disfotopsias. “A EDOF vem somar muito para que possamos entregar mais do que uma monofocal plus, beneficiando, principalmente, pacientes que não têm perfil ideal para difrativa”, completou.

Odyssey e a busca por independência dos óculos

Dr. Bruno Fontes

A discussão sobre lentes avançou com Dr. Bruno Fontes, que abordou conceitos de óptica ocular, sensibilidade ao contraste e os fundamentos que sustentam a performance da TECNIS OdysseyTM.

“O Snellen não traduz completamente a vida real. A vida real é muito mais medida pela sensibilidade ao contraste”, afirmou. Para Bruno, a visão resulta de uma interação entre sistema óptico e processamento cerebral. “A visão é um trabalho em equipe. Não é o olho sozinho, não é o cérebro sozinho; é uma combinação dos dois.”

Nesse contexto,  TECNIS OdysseyTM foi discutida como uma opção full range para pacientes que buscam maior independência dos óculos com alta qualidade de contraste dentro da categoria de lentes difrativas.

Dr. Bruno detalhou sobre a tecnologia inovadora da lente que traz o novo perfil difrativo Free Form. O especialista destacou que esta inovação na forma dos anéis proporcionou maior tolerância a pequenos erros refracionais, menor incidência de difotopsias, melhor aproveitamento de luz e qualidade de visão para longe, intermediário e perto.

O oftalmologista também reforçou a indicação cuidadosa para pacientes com olhos saudáveis e expectativa realista. “Para o paciente que realmente quer visão de perto J1 com qualidade e estereopsia, precisamos considerar as lentes difrativas. A Odyssey entra nesse contexto com uma margem de segurança maior”, afirmou.

Dra. Karolinne Maia Rocha

Na sequência, Dra. Karolinne Maia Rocha compartilhou sua experiência com a TECNIS OdysseyTM nos Estados Unidos, onde a lente já vinha sendo utilizada antes de chegar ao mercado brasileiro. Segundo ela, um dos diferenciais observados na prática é a recuperação visual precoce.

“O paciente, logo no primeiro dia pós-operatório, já tem uma visão de longe excelente. Ele já começa com 20/20 de visão”, afirmou.

“Estamos utilizando a lente há mais de 1 ano e meio nos Estados Unidos e o que mais nos chamou a atenção foi que não precisamos fazer nenhum retoque em nenhum paciente com implante de  Odyssey.” afirmou Dra. Karolinne, mostrando a satisfação dos pacientes com o resultado.

Karolinne também apresentou dados de estudo prospectivo sobre tolerância ao astigmatismo residual. “Mais de 90% dos pacientes mantiveram visão melhor que 20/30 com uma dioptria a favor da regra, e 83% com uma dioptria contra a regra ou oblíqua. Realmente, nunca tínhamos visto esses resultados de tolerância com uma lente full vision range difrativa”, destacou.

Sobre sintomas visuais, a especialista observou baixa incidência de queixas severas. “Os pacientes não estão reclamando de sintomas visuais noturnos. Isso é inovação com lentes difrativas para aquele paciente facorrefrativo que quer excelente visão de longe e independência dos óculos”, completou.

 

Uma família de lentes para diferentes perfis de pacientes

Encerrando o bloco sobre lentes, Dr. Ike Ahmed voltou à discussão para integrar os conceitos apresentados e comentar o posicionamento das diferentes tecnologias da plataforma TECNIS.

“Quando pensamos em escolher a lente adequada para o paciente, é uma balança entre risco, eficácia e objetivos”, afirmou. Para ele, mais do que uma árvore de decisão rígida, a escolha deve ser feita a partir de um modelo mental que considere anatomia, fisiologia, expectativa e valor percebido pelo paciente.

Ike definiu a Eyhance como uma lente de base altamente confiável, a PureSee como o “sweet spot” entre qualidade visual e segurança, e a Odyssey como a opção de maior compromisso com independência dos óculos.

“A PureSee é aquele ponto de equilíbrio: entrega boa visão de longe, visão consistente e um nível alto de segurança, muito próximo ao monofocal”, disse. Sobre a Odyssey, afirmou: “É a lente de compromisso total, para nós e para os pacientes que querem alcançar o nível mais alto de visão e liberdade dos óculos.”

O especialista também reforçou o papel da plataforma como um conjunto integrado. “É a primeira vez que temos uma família em uma plataforma única cobrindo monofocais aprimoradas, EDOFs e lentes full range of vision. Isso só é possível porque temos o material certo como substrato”, concluiu.

Tecnologia como meio para melhores desfechos

Dra. Amaryllis Avakian

Ao longo do simpósio, a mensagem central foi reiterada em diferentes perspectivas: a inovação em catarata deve ser avaliada não apenas pelo avanço tecnológico em si, mas pelo impacto concreto na segurança cirúrgica, na previsibilidade refracional, na qualidade visual e na satisfação do paciente.

Ao sintetizar as apresentações, Dra. Amaryllis Avakian destacou a mudança de paradigma trazida pelas novas gerações de lentes. “Hoje, essas novas lentes mudaram totalmente aquele paradigma que tínhamos de perda de qualidade visual quando implantávamos uma lente trifocal ou de foco estendido. Hoje podemos, sim, entregar qualidade visual”, afirmou.

Com discussões que passaram por fluídica, estabilidade de câmara, material óptico, contraste, tolerância refracional e seleção individualizada de pacientes, o encontro reforçou um ponto essencial para a cirurgia moderna de catarata: a alta previsibilidade nasce da combinação entre tecnologia, experiência cirúrgica e indicação adequada.

Visualização cirúrgica como etapa final da previsibilidade

Dr. Ike Ahmed

Encerrando o simpósio, Dr. Ike Ahmed trouxe a discussão para o campo da visualização cirúrgica ao apresentar o Proveo 8X, microscópio digital 3D 4K da Leica Microsystems. A mensagem central foi direta: em cirurgia, a capacidade de entregar melhores resultados também depende da qualidade com que o cirurgião enxerga cada etapa do procedimento.

“Só podemos ir até onde a nossa visão alcança”, afirmou Ahmed, ao relacionar a evolução da visualização ao mesmo conceito discutido ao longo do simpósio: a tecnologia como base para ampliar previsibilidade, segurança e desempenho.

Durante a apresentação, o especialista destacou o reflexo vermelho proporcionado pelo equipamento, que utiliza quatro LEDs coaxiais para otimizar a visualização em momentos críticos, como a capsulorrexe e a facoemulsificação. Segundo ele, o nível de detalhe permite observar estruturas delicadas com maior clareza, incluindo as células epiteliais da lente na borda da cápsula.

Ele também apresentou o uso do Proveo 8X em cirurgia 3D, que está disponível em telas de 32 ou 55 polegadas e câmeras 4K, apontando a visualização digital como uma frente relevante para o futuro da cirurgia oftalmológica. Entre os recursos destacados, estão a possibilidade de operar com menor intensidade de luz, aprimorar cor e contraste e incorporar sobreposição de imagens e orientação cirúrgica. Potencializando a inovação trazida pelo Proveo 8x, também foi lançado o MyVeo, o headset cirúrgico da Leica Microsystems, que oferece novas possibilidades para uma experiência visual unificada, movimento e conforto do cirurgião e otimização no fluxo de sala cirúrgica.

Dessa forma, a apresentação final conectou-se ao eixo central do encontro: a alta previsibilidade em catarata nasce da integração entre plataforma cirúrgica, lentes intraoculares, planejamento adequado e equipamentos que promovem segurança e excelência intraoperatória.

Compartilhe esse post