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Por Dra. Débora Espada Sivuchin – oftalmologista, gerente de educação profissional da Johnson & Johsnon Vision Brasil

 

62% dos usuários de lente de contato, quando estão com as suas lentes nos olhos, sentem diminuição no desempenho da mesma ao longo dia1. Qual o motivo de experiências ruins serem comuns entre os usuários de lentes de contato?

Independente da idade, da atividade profissional ou atividade física que as pessoas exerçam, todos buscam sempre “desempenho” em todas estas funções. E o dia-a-dia envolve muitas mudanças de atividades e de ambientes, como o uso de aparelhos digitais, o ressecamento do ar em cidades poluídas e com poucas áreas verdes, ar condicionado presente em inúmeros ambientes (como veículos, shoppings, lojas, bancos, universidades, entre outros).

Os olhos expostos a essas atividades e a estes ambientes podem ter uma instabilidade do filme lacrimal, levando a sensação de olhos cansados, ressecados, irritados e com flutuação visual2-4. O uso de lentes de contato pode contribuir para esta condição5.

Piscamos cerca de 14 mil vezes por dia, juntamente com a instabilidade do filme lacrimal, aumentamos o atrito com as pálpebras, o que afeta negativamente o conforto do usuário6. O filme lacrimal, estrutura complexa formada por várias camadas e componentes, age como lubrificante natural e ideal para os olhos, um material de lentes de contato que integre os principais componentes da lágrima e não apenas água, ajudaria a resolver essas experiências negativas com as lentes7-9.

Foi desenvolvida uma pesquisa para alavancar a compreensão sobre a experiência de uso de lentes de contato gelatinosas no contexto das atividades rotineiras. A metodologia aplicada obedeceu critérios rigorosos.

A pesquisa incluiu 243 usuários experientes de lentes de contato de descarte diário ou reutilizáveis, que foram considerados usuários em tempo integral e com uma prescrição refracional atualizada, que concordaram em ser contatados por meio de seus dispositivos digitais a cada 2 horas ao longo do dia e, quando contatados, responderam a um conjunto de perguntas sobre como se sentiam e o que estavam fazendo. Os participantes também tiraram “selfies” no início e no final do dia, criando um pequeno “autorretrato” do seu cotidiano.

As principais características dos participantes do estudo – um grupo que representou bem os usuários no mercado atual de lentes de contato eram: idade média de 30 anos; uso de lentes na maioria dos dias por longas horas; boa representatividade de usuários lentes de descarte diário e reutilizáveis, além do uso de uma variedade de marcas de lentes de contato gelatinosas.

Os resultados mostraram uma diminuição no desempenho das lentes ao longo do dia em termos de conforto, qualidade visual e satisfação geral. Isto remete a como todos esses aspectos estão interligados com o nível geral de satisfação (ou insatisfação) que um paciente sente com suas lentes. Mais da metade de todos os usuários apresentaram uma diminuição no desempenho, e aqueles com essa diminuição eram mais propensos a mostrar evidências de um dia mais desafiador e difícil – passar mais tempo fazendo um número maior de atividades e em um número maior de ambientes desafiadores1.

A espessura normal do filme lacrimal é de aproximadamente 3-5 ¼ms. A maioria das lentes de contato gelatinosas possui entre 70-100 ¼m de espessura. Portanto, uma lente de contato é 15-30 vezes mais grossa que o filme lacrimal. Esta figura ilustra o que acontece quando uma lente é inserida nos olhos. O filme lacrimal é dividido em um filme pós-lente (1-3 ¼m) e um filme pré-lente mais espesso (2-3 ¼m). Exige-se este líquido altamente complexo e especializado continue a funcionar normalmente, enquanto suporta um corpo estranho que é no mínimo 15 vezes mais grosso do que o filme original em si. Torna-se extraordinário o fato de que consiga-se usar, lubrificar e manter uma visão clara através de lentes de contato. E não é de se admirar que o simples ato de usar lentes de contato desestabilize o filme lacrimal, resultando em menor tempo de ruptura do filme lacrimal. 

A superfície anterior do filme lacrimal tem maior impacto na qualidade óptica do olho. Este fato se deve a grande diferença no índice de refração entre o ar e a lágrima. Qualquer não uniformidade na espessura do filme lacrimal que induza aberrações ópticas, causa degradação significativa da qualidade óptica, o que ajuda a explicar comprometimento visual constatado em pacientes com olhos secos em comparação com controles normais. O uso de lentes de contato pode romper ainda mais o filme lacrimal, levando a um aumento de aberrações entre piscadas.