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INFORME PUBLICITÁRIO | ADAPT

 

Dr. Javier Cabrerizo, do CPH Eye Institute, em Copenhague

Na noite de 14 de maio, o Pobre Juan Morumbi recebeu um seleto grupo de especialistas em cirurgia refrativa e catarata para um jantar promovido pela Adapt durante o BRASCRS 2026 (XXXIII Congresso de Catarata e Cirurgia Refrativa). O encontro marcou a apresentação do AQUARIUZ, tecnologia de ablação úmida em estado sólido da Ziemer, que será lançado em breve no Brasil, em uma discussão que reuniu experiências clínicas, fundamentos tecnológicos e perspectivas sobre o futuro da cirurgia refrativa.

O jantar promovido pela Adapt Produtos Oftalmológicos, contou com a presença de Laís Grimoni Montagnoli, gerente de marketing de produtos da Adapt, e Lucas Montagnoli, gerente de produto da Adapt.

A programação contou com apresentações do professor Dr. Javier Cabrerizo, do CPH Eye Institute, em Copenhague, e do oftalmologista Dr. Francisco Bandeira, do Rio de Janeiro, sob moderação do próprio Bandeira, parceiro da Adapt e usuário da plataforma Ziemer Z8 desde 2019.

Na abertura do encontro, Lais Grimoni agradeceu a presença dos convidados e destacou os temas centrais da noite, entre eles a tecnologia CLEAR e “a estrela da noite, que é o AQUARIUZ”.

 

Uma nova categoria na ablação corneal

Ao iniciar sua apresentação, Dr. Javier Cabrerizo contextualizou o AQUARIUZ não como uma evolução incremental dos sistemas existentes, mas como uma mudança de paradigma na cirurgia refrativa.

“Eu acho que isso vai abrir uma nova categoria na ablação corneal.”

Segundo o especialista, a proposta da tecnologia está ligada principalmente à experiência cirúrgica, à estabilidade do procedimento e à redução de variáveis historicamente associadas aos lasers excimer tradicionais.

Cabrerizo explicou que o AQUARIUZ opera em uma faixa de comprimento de onda diferente da utilizada pelos sistemas convencionais, com menor absorção em água, característica que busca preservar a hidratação corneana durante a ablação. Durante a apresentação, ele destacou ainda aspectos percebidos no ambiente cirúrgico.

“Quando usamos o AQUARIUZ o laser é completamente silencioso.” E acrescentou: “A cirurgia com AQUARIUZ não tem aquele cheiro característico”

A principal diferença em relação aos lasers excimer está no comprimento de onda. “Em vez de 193 nanômetros, utiliza um comprimento de onda na faixa superior, em um sweet spot que não é reabsorvido pela água, e isso contribui para uma resposta tecidual diferente em comparação aos excimer tradicionais.

Segundo o pesquisador, a consequência prática é uma ablação que ocorre exclusivamente sobre o colágeno corneano, e não sobre a água tecidual. Isso elimina variáveis críticas do excimer, como hidratação da córnea, umidade ambiente, gás tóxico, ruído e cheiro.

Cabrerizo esclareceu por que, apesar de qualquer córnea conter água em abundância (a membrana de Bowman 70% e o estroma anterior 74%), os fótons do AQUARIUZ não interagem com ela, gerando um corte mais previsível. O palestrante detalhou ainda o caso do primeiro Aqua PRK realizado no mundo com o laser AQUARIUZ, em um paciente de 32 anos com miopia de -2,75 D em ambos os olhos. O fluxo seguiu o protocolo tradicional: marcação do eixo horizontal em lâmpada de fenda, aplicação de álcool a 25% por 15 segundos, remoção do epitélio, gota de soro fisiológico e ablação. As topografias mostraram-se estáveis já na primeira semana de pós-operatório.

A discussão avançou para o impacto estratégico da tecnologia no posicionamento das clínicas refrativas.

Quando tomo decisões para a minha clínica refrativa, gosto de pensar no conceito do “iglu”, explicou Javier Cabrerizo ao contextualizar a lógica por trás da adoção do AQUARIUZ em sua prática. A metáfora foi usada pelo especialista para ilustrar uma visão de eficiência, propósito e sofisticação funcional aplicada à cirurgia refrativa.

Dentro dessa lógica, o especialista explicou que a decisão de incorporar o AQUARIUZ em sua clínica esteve ligada à possibilidade de estruturar uma plataforma refrativa baseada em uma única tecnologia, capaz de unir diferenciação clínica e eficiência operacional.

Cabrerizo afirmou que buscava uma solução que permitisse competir em um mercado cada vez mais pressionado por preço e comoditização, sem abrir mão da percepção de valor do procedimento.

Ao longo da apresentação, ele argumentou que a refrativa não deveria ser tratada como um produto indiferenciado, justamente por envolver um procedimento realizado, na maior parte das vezes, uma única vez na vida e com impacto permanente para o paciente. O argumento central é que o AQUARIUZ viabiliza posicionamento premium concorrendo com Aqua LASIK e lentícula, permite estruturar uma clínica refrativa em torno de uma única tecnologia e combinar cirurgia de catarata e Aqua PRK em um mesmo centro cirúrgico, graças à mesa basculante da plataforma. “Aperto um botão, a mesa sai, faço uma catarata; vem o próximo paciente, aperto o botão, a mesa entra e faço uma Aqua PRK”, descreveu, apontando ainda a expectativa de menor custo de manutenção em comparação aos sistemas a gás.

 

Francisco Bandeira destaca experiência cirúrgica e percepção do paciente

Dr. Francisco Bandeira

Em seguida, Dr. Francisco Bandeira compartilhou sua experiência clínica com as plataformas da Ziemer, incluindo aplicações em catarata, CLEAR, LASIK e cirurgias terapêuticas.

Ao abordar o AQUARIUZ, o especialista comentou a mudança de percepção que teve após aprofundar contato com a engenharia da tecnologia em um evento na Suíça.

“Eu achava que não existia espaço para uma nova plataforma refrativa. Hoje vejo que o diferencial não está apenas no resultado final, mas em toda a experiência ao redor do procedimento”, afirmou.

Bandeira ressaltou que, na prática clínica contemporânea, tecnologias refrativas já atingiram patamares elevados de qualidade visual. O novo desafio, segundo ele, passa a ser experiência, diferenciação e percepção de valor para médicos e pacientes.

Outro ponto destacado foi a possibilidade de integração entre refrativa e catarata dentro de uma mesma lógica operacional, favorecendo fluxo cirúrgico, otimização de estrutura e posicionamento estratégico das clínicas. Bandeira destacou a experiência acumulada com a plataforma Z8 em cirurgia de catarata e o impacto da tecnologia no fluxo cirúrgico. Segundo ele, a principal contribuição do femtosegundo não está necessariamente em alterar o resultado refrativo final, mas em tornar a cirurgia mais previsível, confortável e integrada à rotina do cirurgião.

Ao discutir experiência do usuário, o oftalmologista relacionou a evolução tecnológica da oftalmologia a outras áreas em que automação, ergonomia e precisão passaram a fazer parte natural da prática profissional. Para Bandeira, esse movimento também influencia a percepção do paciente sobre valor, segurança e qualidade do procedimento, especialmente em um cenário cada vez mais orientado por experiência e diferenciação clínica.

 

seleto grupo de especialistas em cirurgia refrativa e catarata para um jantar promovido pela Adapt

Um novo território para a cirurgia refrativa

Ao longo do encontro, ficou evidente que a chegada do AQUARIUZ ao Brasil pretende abrir espaço para uma nova narrativa dentro da oftalmologia refrativa: menos centrada em comparação técnica entre plataformas e mais conectada à experiência global do procedimento.

O jantar foi encerrado com convite para o simpósio da Ziemer no BRASCRS 2026, onde seriam aprofundados os fundamentos físicos e os primeiros resultados clínicos do AQUARIUZ.

 

Simpósio Sem Lâmina. Sem Gás. Sem Limites.

Na sexta-feira, durante o simpósio promovido pela Adapt Equipamentos e Ziemer, houve a participação dos especialistas Dr. Antonio Leccisotti, Dr. Javier Cabrerizo, Dr. Francisco Bandeira, Dr. Frederico Pena, Dr. Pablo Rodrigues, Dr. Waldir Portellinha, Dr. Walton Nosé e Dr. Wallace Chamon, em uma programação dedicada aos avanços e às novas perspectivas da cirurgia refrativa.

Dr. Walton Nosé, em sua fala, compartilhou sua visão sobre o AQUARIUZ, novo Laser apresentado durante o congresso e apontado como uma das grandes apostas para o futuro da cirurgia refrativa.

Em sua apresentação, o especialista destacou que a tecnologia traz diferenciais importantes em relação às plataformas tradicionais, principalmente por utilizar um laser solid-state, sem uso de gás.

Segundo ele, trata-se de um equipamento preciso, silencioso e com uma dinâmica diferente de interação com o tecido corneano, trabalhando em superfície úmida e sem a produção do odor característico observado em outros sistemas.

Ressaltou também a expectativa de que a plataforma tenha grande potencial clínico, podendo atuar de forma associada, ou não, ao Femto Ziemer Z8 Neo.

 

Por dentro do AQUARIUZ – Silêncio absoluto, ausência de odores, hidratação preservada e ambiente livre dos gases tóxicos do excimer. Não é a descrição de um centro estético, mas a proposta clínica do AQUARIUZ. Em vez do laser a gás, com seu característico som de plasma e cheiro de tecido carbonizado, o laser da Ziemer opera em estado sólido e em ablação úmida, mantendo o conforto do paciente e a estabilidade da córnea durante todo o procedimento.

Como funciona a ablação úmida – O AQUARIUZ opera na faixa de 205 a 215 nanômetros, comprimento de onda com absorção significativamente menor em água do que os 193 nm dos lasers excimer tradicionais. O resultado é uma ablação que ocorre sobre o colágeno corneano sem desidratar a superfície durante a abertura do flap e o tratamento. A precisão deixa de depender do quanto a córnea foi seca pelo cirurgião ou da umidade ambiente.

Os atributos sensoriais – Sem gás, sem ruído de plasma e sem cheiro: o sistema avançado de remoção de nuvem de fumaça elimina os odores associados à decomposição tecidual e captura partículas ejetadas durante a ablação. Sem oscilações de temperatura e umidade afetando o resultado. Para o paciente, a experiência se aproxima de um tratamento estético; para o cirurgião, é a eliminação das variáveis que historicamente pesavam sobre cada caso.

Sob o olhar da engenharia – A centralização automática da ablação oferece, além da pupila, a opção de mira no 1º reflexo de Purkinje, com reconhecimento simultâneo de limbo, pupila e reflexo de fixação. A proteção de articulação guiada por software (hinge protection) impede que o laser realize ablação sobre o flap. O rastreador ocular colorido opera a 1.000 Hz com latência ultrabaixa e seis graus de liberdade, em sincronia com o microscópio Leica integrado, operando ao dobro da taxa de repetição do laser.

 

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