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À frente do projeto desde as primeiras edições, Dr. Rodrigo T. Santos relembra uma trajetória de 11 anos dedicada ao ensino de refração e lentes de contato e antecipa uma edição comemorativa com Super Trip, imersão prática, gestão e conteúdo On Demand.

“O Super Lentes mantém seus três pilares: conhecimento, didática e inovação.” Dr. Rodrigo T. Santos

Faltam 43 dias para o início da 10ª edição do Simpósio Super Lentes. De 6 a 8 de novembro, em São Paulo, o evento chega a um marco importante de sua história apostando em uma programação que traduz algo que acompanha o projeto desde o começo: transformar conhecimento técnico em experiência prática. São dez edições distribuídas ao longo de 11 anos, uma diferença explicada pela interrupção do encontro em 2020, durante a pandemia. Nesse intervalo, o Super Lentes mudou de endereço, experimentou o ambiente virtual, ampliou seu público, incorporou novos formatos e voltou ao presencial. Mas houve uma linha de continuidade em toda essa trajetória: a decisão do oftalmologista Rodrigo T. Santos de manter a marca ativa e, principalmente, preservar um espaço dedicado à refração, às lentes oftálmicas e às lentes de contato.

Nesta edição comemorativa, essa ideia ganha uma nova configuração. Em vez de concentrar a experiência apenas no auditório, o Super Lentes será dividido entre Super Trip, Super Expert e Super Clinic, além do conteúdo teórico disponível On Demand na plataforma da UV Educacional.

 

Universo Visual — O Super Lentes chega à décima edição, mas essa história começou bem antes. Como nasceu o projeto?

Rodrigo T. Santos — O Super Lentes começou em 2016, dentro de um centro de excelência em ceratocone. Havia uma vertente muito forte de ensino: curso de ceratocone, anel, crosslinking e também o curso de lentes de contato, que acabou ganhando bastante destaque.

Como eu estava mais ligado à área de lentes de contato, comecei a organizar o Simpósio Super Lentes. Na primeira edição, fui atrás do hotel, patrocinadores, divulgação e preparar a grade científica. Era um evento inicialmente muito focado em lentes de contato. Em 2017, ele já cresceu e passamos a incorporar também as lentes oftálmicas e curso para auxiliares e contatólogas.

Dr. Luiz Formentin, o Dr. Flávio Villela e a Dra. Elisabeth Guimarães e Dr. Rodrigo T. Santos

UV — E em determinado momento o projeto passou a ficar diretamente sob o seu comando.

Rodrigo — Nesse início, estavam comigo Mayumi Nakano, Bernardo Moscovici e Renan Rodrigues, que integravam a equipe do CONUS – Centro de Excelência EM Ceratocone, e participaram da construção daquele projeto voltado ao ceratocone e ao ensino. Foi nesse ambiente, com forte vocação para compartilhar conhecimento, que o curso de lentes de contato ganhou espaço e acabou dando origem ao Super Lentes. Com as mudanças profissionais dos integrantes da clínica, cada um acabou seguindo um caminho, mas continuamos amigos e parceiros. A partir daquele período eu continuei levando a marca Super Lentes adiante.

A partir de 2018, passaram a contribuir comigo na comissão científica o Dr. Luiz Formentin, o Dr. Flávio Villela e a Dra. Elisabeth Guimarães. E também a Kátia Affonso, na comissão científica para auxiliares. Foram surgindo novas ideias, inclusive conteúdos em formatos mais práticos. Foi justamente dessa construção coletiva que nasceu uma das experiências que se tornaram características do evento: o Super Trip.

UV — O Super Trip talvez seja um dos formatos mais diferentes do congresso tradicional. O que acontece nesse dia?

Rodrigo — Ele é muito dinâmico. Ao longo do deslocamento entre os locais, nós vamos interagindo com os participantes e conectando o conteúdo àquilo que será visto nas visitas. Fazemos quiz pelo celular, atividades e premiações. Até o trânsito de São Paulo acaba virando oportunidade de gerar conhecimento.

Quando visitamos uma fábrica de lentes oftálmicas, por exemplo, o médico consegue acompanhar todo o processo de fabricação. É interessante perceber a tecnologia, a automação e todo o controle de qualidade necessário para que aquela lente prescrita chegue corretamente ao paciente.

Nas lentes de contato acontece algo semelhante: os participantes conseguem entender etapas que normalmente não aparecem no consultório, desde a fabricação e hidratação de uma lente gelatinosa até os processos de validação e controle de qualidade. Nas lentes rígidas, é possível observar a precisão dos equipamentos utilizados para produzir as diferentes curvaturas.

UV — Com a evolução das lentes de contato e a ampliação das possibilidades de adaptação, por que esse conhecimento precisa estar cada vez mais presente na formação do oftalmologista e também das equipes que trabalham ao seu lado?

Rodrigo — A lente de contato não deve ser vista apenas como um produto. A indicação, a adaptação e o acompanhamento fazem parte do cuidado oftalmológico e exigem conhecimento atualizado sobre córnea, superfície ocular, materiais, desenhos, parâmetros e possíveis complicações. Ao mesmo tempo, ter contatólogas, auxiliares e equipes bem treinadas faz muita diferença na jornada do paciente, desde a orientação e o manuseio até a adesão e o acompanhamento. Quanto mais preparada estiver toda a equipe, sempre com a condução clínica do oftalmologista, mais seguro, eficiente e resolutivo tende a ser esse atendimento.

Para mim, esse tema tem também uma relação muito pessoal. Durante a minha residência no Hospital Municipal da Piedade, no Rio de Janeiro, o professor Yoshifumi Yamane dava ênfase aos conhecimentos de Refração e o Prof A. Duarte fazia várias atividades com diversos serviços de Oftalmologia, estimulava esse conhecimento de de óptica e lentes oftálmicas, com atividades práticas e visitas para entender como as lentes eram fabricadas. Depois, durante meu fellow na UNIFESP, a lente de contato se tornou uma paixão porque descobri um universo capaz de proporcionar reabilitação visual a muitos pacientes, inclusive em situações nas quais a cirurgia não é a única ou a melhor resposta. É esse conhecimento, que une ciência, prática e trabalho em equipe, que queremos manter vivo e atualizado no Super Lentes.

“A lente de contato não deve ser vista apenas como um produto. A indicação, a adaptação e o acompanhamento fazem parte do cuidado oftalmológico.” Dr. Rodrigo T. Santos

UV — E a prática ganha ainda mais espaço nesta décima edição?

Rodrigo — Sim. Este ano a proposta da edição comemorativa é justamente um enfoque muito prático.

O Super Expert será um dia de imersão em adaptação de lentes de contato com pacientes, trabalhando diferentes opções e fabricantes, com lentes rígidas, esclerais, adaptação para presbiopia, ortoceratologia e outros temas. É uma experiência para realmente acompanhar a adaptação.

UV — A edição também terá um olhar para gestão. De onde veio essa necessidade?

Rodrigo — A clínica não é feita apenas da parte técnica. Por isso criamos o Super Clinic, com uma abordagem de atendimento, gestão, marketing e administração. E aí o público se amplia: médicos, residentes, auxiliares, contatólogos e gestores podem participar.

É uma forma de integrar a equipe e discutir a clínica pensando especificamente na realidade de quem trabalha com lentes de contato.

UV — Depois de dez edições, o que mantém o Super Lentes relevante?

Rodrigo — Acho que é justamente conseguir manter a qualidade científica e, ao mesmo tempo, adaptar o formato.

 

Dra. Kátia Affonso e Dr. Rodrigo T. Santos

Temos um time de palestrantes comprometido com ciência, didática e experiência prática. A ideia é fazer isso de uma maneira próxima dos colegas médicos e contribuir para que o conhecimento de refração, lentes oftálmicas e lentes de contato continue sendo transmitido.

A décima edição talvez sintetize exatamente isso. O Super Lentes nasceu como um curso dedicado às lentes de contato, cresceu, atravessou uma pandemia, incorporou diferentes profissionais, experimentou o digital e retomou a experiência presencial. Agora, chega aos 11 anos combinando indústria, prática clínica, educação continuada e gestão.

E, em um momento no qual surgem novas tecnologias, materiais e possibilidades de personalização, o tema que deu origem ao encontro permanece longe de estar esgotado.

“Por trás de cada nova lente existe uma decisão clínica. E quanto maior o repertório do oftalmologista, maiores também podem ser as possibilidades oferecidas ao paciente.”

PREPARE-SE | 10º SIMPÓSIO SUPER LENTES

6, 7 e 8 de novembro de 2026 | São Paulo – SP

CTO – Centro de Treinamento e Estudos

Rua Afonso Braz, 636 – Vila Nova Conceição

6/11 Super Trip | 30 vagas | exclusivo para médicos

7/11 Super Expert | imersão prática | exclusivo para médicos

8/11 Super Clinic | médicos, auxiliares, contatólogas e gestores

15% OFF

Código SUPER15

válido até 10 de outubro

simposiosuperlentes.com.br

 

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