INFORME PUBLICITÁRIO | OPTVIEW
Com uma grande quantidade de lentes de defocus no mercado sem ensaios clínicos que os sustentem, a Optview apostou em outro caminho: financiar um estudo duplo-cego e multicêntrico em crianças brasileiras.
O controle da miopia infantil deixou de ser promessa e passou a ser rotina de consultório. A velocidade dessa transição, no entanto, criou um problema prático para o oftalmologista brasileiro: a oferta de lentes cresceu muito mais rápido do que a evidência que deveria sustentá-la.

Mariane Paperini, Gerente da Área Médica da Optview
“Hoje existem muitos tipos de lentes de defocus, de empresas que apresentam desenhos similares e a maioria delas não têm estudo”, afirma Mariane Paperini, Gerente da Área Médica da Optview. “O consumidor final não sabe disso, não paga mais barato e está recebendo um produto sem eficácia garantida.”
É nesse cenário que a Mioview, produzida no Brasil pela Optview sob as patentes do Instituto australiano Brien Holden, entra em uma discussão que combina desenho óptico, evidência e prescrição.
Um desenho que nasceu na retina periférica horizontal
A maior parte das lentes de controle de miopia aplica a desfocagem em toda a periferia. A Mioview induz a adição positiva apenas no meridiano horizontal, nos lados nasal e temporal, enquanto o meridiano vertical mantém refração estável.
“O maior diferencial da Mioview é a desfocagem periférica horizontal, e ela foi construída dessa forma exatamente a partir de estudos da retina periférica horizontal, onde há maior quantidade de células fotorreceptoras”, explica Mariane. “A desfocagem assimétrica é proposital, baseada na quantidade de células no nasal e no temporal.”

Fabio Shih, diretor da Optview
A consequência clínica aparece na adaptação e ergonomia, etapa em que muitos tratamentos se perdem. “A criança consegue ler sem estar sob os prismas de uma adição e não precisa fazer aquele movimento de cabeça para buscar a parte central da lente”, diz ela. Para o diretor da Optview, Fabio Shih, o conforto foi critério de projeto: “A Mioview foi desenhada sem prismas na base inferior e superior. Isso traz menos impacto visual e adaptação muito mais rápida para as crianças.”
O Prof. Dr. Fábio Ejzenbaum, coordenador do estudo brasileiro da lente, confirma o ponto. “A área vertical é livre, o que ajuda principalmente na leitura, com eficácia garantida”, observa.
O estudo brasileiro e o que ele já permite dizer

Prof. Dr. Fábio Ejzenbaum, coordenador do estudo brasileiro da lente
A base científica original da lente vem de um estudo com crianças russas, caucasianas, conduzido entre 2012 e 2018, sem a interferência de hábitos alterados pela pandemia. Faltava responder à pergunta que o oftalmologista brasileiro faz. Foi para isso que a Optview apoiou o ensaio duplo-cego coordenado por Ejzenbaum na Santa Casa de São Paulo, com braço complementar em Recife.
“Nós temos vários estudos nos quais nos baseamos, mas de uma população totalmente diferente. Muitos deles asiáticos, alguns europeus, mas não existia nenhum estudo com uma população tão miscigenada como a nossa”, diz o pesquisador.
A triagem avaliou cerca de 400 crianças e chegou a uma amostra final de aproximadamente 110. O acompanhamento é semestral e combina biometria ocular, refração sob cicloplegia e um braço de tomografia de coerência óptica.
No corte de 18 meses, com 58 crianças no grupo Mioview e 49 no grupo controle, usuário de lente de visão simples, o comprimento axial cresceu 0,17 mm no grupo tratado contra 0,46 mm no controle. No equivalente esférico, a diferença correspondeu a 75% de eficácia.
“O resultado de 18 meses foi realmente surpreendente. A gente esperava que a lente funcionasse, senão nem prescreveria essa lente para os nossos pacientes, mas não achava que funcionaria tão bem”, avalia Ejzenbaum. O que mais lhe interessa é o eixo. “Quando a gente fala de comprimento axial, tem que imaginar que cada milímetro conta”, diz, lembrando que preservar milímetros na infância reduz a chance de o paciente ultrapassar, na vida adulta, o patamar em torno de 26 mm, a partir do qual crescem os riscos da miopia alta.
Ele separa com cuidado o que já se pode afirmar do que depende do fechamento. “A gente consegue afirmar que a lente é efetiva, que ela consegue segurar a progressão da miopia. Isso é muito útil para o oftalmologista brasileiro”, diz. “Mas ainda é preciso completar os dois anos de estudo com todos os pacientes.”
Por que uma empresa brasileira decidiu bancar o ensaio
A decisão nasceu de uma conversa com médicos, conta Shih. “Percebemos que todos os grandes estudos eram feitos com crianças asiáticas. Aí veio a pergunta: e as crianças brasileiras?”, relata. “O Brasil tem uma população extremamente miscigenada e cada perfil genético responde de forma diferente. Não fazia sentido importar dado.”
Bancar um ensaio sobre o próprio produto levanta a questão da independência. O diretor afirma que a empresa se manteve fora do desenho, da análise e da divulgação. “A Optview apenas apoiou a iniciativa do Dr. Fábio Ejzenbaum, com liberdade total para divulgar os resultados, sejam eles quais fossem”, diz. “Todos sabíamos que era uma aposta importante, testar uma tecnologia nova em uma população tão diversa como a nossa.”
É também aí que ele situa a diferença de posicionamento diante das multinacionais. “Esse mercado é dominado por grandes players com o conceito concêntrico e estudos feitos na Ásia, principalmente durante a pandemia. A Optview entrou com um contraponto”, afirma. “É ciência brasileira para o problema brasileiro.”
Fabricação sob demanda e acompanhamento do tratamento
A produção nacional aparece no prazo. “A Mioview não depende de encomenda. É uma lente 100% freeform, fabricada de acordo com a demanda, e em graus não complexos sai do laboratório em três a quatro dias úteis”, afirma Mariane.
O acompanhamento tem ferramenta própria. Em conformidade com a LGPD, o Mioview App reúne perfis independentes para médico, ótica e responsável e contempla qualquer estratégia com eficácia comprovada, de outras lentes de defocus à ortoceratologia e à atropina. “O médico precisa colocar apenas duas informações, a refração e a biometria. Com isso o aplicativo gera um gráfico muito parecido com a curva de crescimento que acompanhamos no pediatra”, descreve. Ao responsável, o app envia lembretes de tempo ao ar livre, telas e consultas.
Quando a ótica troca a prescrição
O tema que mais mobiliza a executiva não é produto. “Tenho visto óticas trocando a prescrição do médico por lentes sem estudo, dizendo que é a mesma coisa”, afirma. “Isso é muito sério.”
O argumento é clínico. “As lentes de controle da progressão da miopia são lentes de tratamento. Diferente de uma lente de miopia comum ou de um multifocal, em que você troca de marca e nada acontece, aqui o médico escolheu uma estratégia porque leu o estudo e acreditou que ela se encaixava naquela criança”, diz. Em um erro refrativo estável, a substituição entrega o mesmo grau. Em uma lente de desfocagem, o que está em jogo é a resposta de um olho em crescimento. “Quando a lente não tem estudo, daqui a seis meses a criança volta e você não sabe o que vai acontecer com aquela miopia.”
Shih vê nas diretrizes brasileiras de 2024 um reforço a esse ponto. “A prescrição precisa ser baseada em lentes com estudo clínico e eficácia comprovada. Senão o oftalmologista perde a chance de frear o avanço da miopia”, diz. E resume o segundo requisito, a adaptação, na frase que descreve o desafio de qualquer tratamento pediátrico de uso contínuo: “Se criança não usa, não trata”.
Fundada em 2004, pioneira no Brasil em lentes com o filtro azul UV+, a Optview entrou no free form digital em 2012 e iniciou o Projeto Mioview em 2023. “Chegamos em 2026 com estudos parciais muito promissores na desaceleração da miopia infantil”, diz o diretor.
| A lente | Mioview, da Optview
● Desenho óptico. Visão central estável no centro geométrico e periferia progressiva com desfocagem assimétrica positiva, apenas no meridiano horizontal. ● Estabilidade vertical. No meridiano vertical a refração se mantém estável, o que preserva a leitura e favorece a ergonomia. ● Espessura. Lente até 35% mais fina, segundo o fabricante, pela soma de potência positiva em lente negativa. ● Fabricação. 100% freeform, sob demanda, índices de 1,49 a 1,74, de plano a menos 16 e cilindro até menos 8. ● Versão fotossensível. Coadjuvante em pacientes sob tratamento com atropina, ao atenuar a fotofobia associada ao colírio. ● Acompanhamento. Mioview App, em conformidade com a LGPD, com perfis para médico, ótica e responsável. |



