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INFORME PUBLICITÁRIO | ALCON

Realizado entre 12 e 15 de abril, no Hotel Hilton de São Paulo, o encontro foi organizado em três frentes de ensino: residentes, especialistas e generalistas, com palestrantes de cinco países e o protagonismo da educação médica continuada.

Poucos eventos conseguem, em uma única semana, falar a linguagem do residente em formação, do subespecialista em superfície ocular e do oftalmologista generalista. O Alcon LATAM Dry Eye & Ocular Health Academy fez exatamente isso, entre 12 e 15 de abril, no Hotel Hilton de São Paulo. Dividido em três blocos com objetivos pedagógicos distintos, o encontro reuniu palestrantes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México em torno do olho seco, da blefarite, das ceratites e das tecnologias diagnósticas que vêm remodelando a prática oftalmológica latino-americana.

A abertura ficou a cargo de Mari Rojas, diretora de Marketing Vision Care e de Educação Profissional da Alcon Latin America e Canadá. Ela contou que a ideia do evento nasceu cerca de um ano antes, em uma visita à Santa Casa de São Paulo, onde residentes apresentados pelo Dr. Lucas Paolera demonstraram familiaridade com produtos da empresa, mas pouco conhecimento sobre sua atuação em educação médica. “A ideia da Dry Eye and Ocular Health Academy é um evento de educação sobre a síndrome do olho seco. A ideia é compartilhar conhecimentos com vocês”, afirmou. Estava dado o tom: ciência aplicada, sem rodeios.

Dia 1: o ponto de partida da nova geração

O domingo, 12 de abril, foi reservado ao Resident’s Day. O salão reuniu residentes de oftalmologia de diferentes escolas brasileiras em uma programação desenhada para percorrer, ao longo do dia, a anatomia funcional da superfície, a escolha do lubrificante, os fatores de risco sistêmicos, o impacto cirúrgico, as blefarites, as lentes de contato e, ao final, um workshop prático em equipamento de ponta.

Coube ao Dr. Sergio Felberg preparar o terreno conceitual. Revisou a superfície ocular como unidade funcional integrada à lágrima e mostrou, em câmera lenta, o contraste entre o piscar saudável e o piscar incompleto. “Todo oftalmologista vai atender diariamente pacientes com olho seco, independentemente da especialidade. E os pacientes com olho seco podem ser assintomáticos. A anamnese cuidadosa e a propedêutica são insubstituíveis”, advertiu, antes de cunhar uma frase que ecoaria pelo evento: “Tudo que a gente avisa antes está na conta do paciente. Mas aquilo que a gente avisa depois está na conta do médico”.

Em seguida, o Dr. Daniel Wasilewski apresentou os dois grandes consensos contemporâneos: o LUBOS, latino-americano, publicado em 2023/2024, e o DEWS III, atualização global de 2024. A Dra. Myrna Serapião abordou o olho seco secundário e seus múltiplos gatilhos, telas (que reduzem em cerca de 60% a taxa de piscar), antiglaucomatosos com BAC, isotretinoína, antidepressivos e hormônios, desmistificando um equívoco clínico relevante: a reposição apenas com estrogênio na menopausa não trata olho seco e pode ser fator de risco.

O Dr. Luiz Brito assumiu o tema das cirurgias e seu impacto sobre a superfície, com um dado categórico: metade dos pacientes submetidos à facoemulsificação desenvolve alterações pós-operatórias na superfície. O Dr. José Álvaro Pereira Gomes apresentou o spoiler do Primeiro Consenso Brasileiro de Blefarite, da SBC. O Dr. Flávio Vilela cobriu lentes de contato com pragmatismo. E a Dra. Mônica Alves encerrou com um workshop ao vivo no Keratograph 5M, cedido pela OCULUS, evidenciando como a imagem objetiva muda a relação do paciente com a doença. Para o residente José Levi Cavalcanti, R3 da Escola Paulista de Medicina (Unifesp), a experiência foi resumida em três palavras: “foi um evento espetacular”.

Dia 2: o estado da arte para os especialistas em superfície

Na segunda, 13 de abril, o Specialist’s Day foi dedicado integralmente aos especialistas em superfície ocular. O nível de aprofundamento subiu vários degraus. O Dr. Sergio Felberg abriu com uma provocação: por que, diante de um arsenal terapêutico cada vez mais amplo, ainda há tantas falhas no tratamento do olho seco? A resposta passou por reavaliar, a cada consulta, as cinco dimensões propostas pelo DEWS III, instabilidade lacrimal, função das glândulas de Meibômio, status inflamatório, dano de superfície e alterações neurossensoriais.

A Dra. Ximena Nuñez fez a leitura integrada de DEWS e LUBOS com casos ilustrativos, incluindo uma paciente operada de catarata cuja piora dramática se explicou pelo uso de tirzepatida, injetável para emagrecimento que compromete a camada lipídica. “Mudou o único fator modificável da vida dela, e era um medicamento”, resumiu. A apresentação científica da plataforma Systane® reuniu o Dr. Alberto Haber e a própria Nuñez. Haber demonstrou em laboratório como o HP-Guar® forma uma malha bioadesiva sobre a córnea: “o Systane forma uma malha que retém o ácido hialurônico com toda a água que ele carrega, e isso faz toda a diferença na superfície ocular”.

O Dr. Alejandro Aguilar, da Argentina, tratou das doenças complexas: Síndrome de Sjögren (sete anos para diagnóstico em média), penfigóide ocular cicatricial e a chamada superfície ocular fantasma, com sintomas intensos e exame aparentemente normal. “O diagnóstico é nosso. O oftalmologista é o responsável, e quando tardamos, o paciente paga o preço”, afirmou. A Dra. Myrna Serapião retomou o tema cirúrgico, agora com profundidade técnica, e o Prof. Pereira Gomes detalhou o Primeiro Consenso Brasileiro de Blefarite, observando que o último consenso da TFOS DEWS III. O Dr. Cristian Cartes, do Chile, encerrou o ciclo com duas apresentações sobre lentes de contato e a evolução da plataforma Systane®. Um painel de casos com Wasilewski, Cartes, Juan Pablo Aparicio e Cecilia Marini fechou o domingo.

Dias 3 e 4: o oftalmologista generalista no centro

A última etapa foi pensada para o oftalmologista generalista, profissional que recebe os casos de superfície ocular em primeira instância. A Dra. Ximena Nuñez abriu com um exercício de empatia, imaginar como se sente um paciente com olho seco, e mostrou que um rastreio eficiente pode ser feito em menos de um minuto, combinando OSDI ou SDE-6, TBUT, fluoresceína e avaliação das glândulas de Meibômio. “Não podemos minimizar o que os pacientes nos contam”, afirmou. O Dr. Daniel Wasilewski comparou DEWS III e LUBOS lado a lado: “o que o LUBOS faz de mais bonito é trazer conceitos práticos para a realidade da América Latina. A biomicroscopia bem-feita é o exame mais importante”. Felberg apresentou em detalhes a plataforma Systane® com dados clínicos comparativos e cunhou a frase definitiva sobre custo-efetividade em olho seco: “caro é o tratamento que não funciona”.

O Dr. Manuel Garza, do México, conduziu seis casos clínicos para mostrar que olho seco raramente existe isolado. Conjuntivite alérgica com DGM secundária, dor neuropática ocular, pênfigo sebáceo e rosácea ocular ilustraram sua máxima: “para todo paciente com olho seco, devemos ser incisivos ao perguntar sobre a pele”. O Dr. Carlos Wong, da Colômbia, abordou o impacto do olho seco nas cirurgias oftálmicas, lembrando que 35% das cirurgias de catarata sofrem alguma forma de impacto pela doença de superfície. “A lágrima é a nossa primeira lente. Se ela não funciona, não há técnica cirúrgica que resolva”, resumiu.

O Dr. Alberto Haber surpreendeu com o relato de seu laboratório no México, onde médicos e engenheiros desenvolvem evaporímetros oculares de baixo custo, parpadômetros digitais com inteligência artificial e interferômetros portáteis. “Os dispositivos são apenas ferramentas. O valioso são as ideias”, definiu. A Dra. Cecilia Marini, da Argentina, expôs o ciclo vicioso do glaucoma: hipotensores com conservante geram doença de superfície, a inflamação interfere no fluxo do humor aquoso, a pressão sobe e o médico tende a aumentar a medicação. Em estudo argentino com mais de 10 mil participantes, 42% dos pacientes glaucomatosos apresentavam olho seco. “Nossos pacientes com glaucoma recebem de nós uma doença que não tinham antes”, advertiu.

A programação ainda contou com o Dr. Luiz Brito em tomografia de segmento anterior, o Dr. Cristian Cartes na alergia ocular subdiagnosticada, o Dr. Wong em ceratite infecciosa, o Dr. Garza nas ceratites não infecciosas (com alerta para a blefaroceratoconjuntivite pediátrica e seu potencial de amaurose em até 30% dos casos não tratados) e a Dra. Monica Alves na conjuntivite infecciosa em crianças, denunciando o superdiagnóstico de origem bacteriana e o subdiagnóstico das formas virais e da BCC pediátrica.

Educação médica continuada como compromisso

Ao final dos quatro dias, Mari Rojas, da Alcon, voltou ao palco para reforçar que o conhecimento compartilhado representa um compromisso coletivo com a melhora do cuidado aos pacientes com doenças da superfície ocular em toda a América Latina. A diversidade de perspectivas, com especialistas de cinco países, refletiu a maturidade científica da região e consolidou o Alcon LATAM Dry Eye & Ocular Health Academy como evento de referência continental. Uma iniciativa que coloca a educação médica continuada no centro da estratégia da Alcon e demonstra, na prática, que investir na formação de residentes, especialistas e generalistas é investir na qualidade do cuidado que milhões de pacientes receberão nos próximos anos.

Código Veeva: BR-VC-2600051

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