A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante para se consolidar como ferramenta prática na oftalmologia. Esse foi o tom do curso de IA realizado na manhã desta sexta-feira (20), no Auditório 5 do CNNO 2026, reunindo especialistas para discutir desde fundamentos até aplicações clínicas e inovações tecnológicas.
Coordenado por Alexandre Rosa e Aydano Pamponet Machado, o curso apresentou uma visão estruturada da IA aplicada à prática médica, conectando conceitos teóricos com soluções já disponíveis no consultório.
A abertura ficou por conta de Francisco Irochima Pinheiro, que apresentou um assistente de IA voltado ao prontuário eletrônico oftalmológico, destacando ganhos em eficiência, padronização de dados e suporte à decisão clínica. Na sequência, Alexandre Rosa trouxe aplicações práticas da IA no dia a dia do consultório, reforçando como ferramentas acessíveis já impactam fluxo, produtividade e experiência do paciente.
Os fundamentos da inteligência artificial foram abordados por Aydano Pamponet Machado, que contextualizou os principais conceitos e preparou o terreno para uma discussão mais ampla sobre ética, responsabilidade e futuro da tecnologia na medicina — tema que também foi aprofundado em sua palestra sobre agentes inteligentes.
O curso avançou então para o ecossistema de soluções disponíveis, com Lucas Estefano Cyrillo apresentando plataformas de IA aplicadas à oftalmologia, evidenciando como diferentes tecnologias vêm sendo integradas à prática clínica e cirúrgica.
Inovação aplicada: da ideia ao desenvolvimento da lente intraocular Galaxy

Sua apresentação percorreu desde a concepção da ideia até o desenvolvimento do produto, destacando os desafios técnicos, validações necessárias e a importância de uma visão multidisciplinar. Mais do que um avanço tecnológico, a lente Galaxy foi apresentada como resultado de um novo modelo de inovação, no qual dados, algoritmos e engenharia caminham juntos para aprimorar resultados visuais e personalização do tratamento.
Ao abordar o conceito de inovação “do software ao hardware”, Lyra reforçou que o futuro da oftalmologia passa não apenas pela adoção de ferramentas digitais, mas pela capacidade de transformar essas tecnologias em soluções concretas para o paciente.
O curso de IA no CNNO 2026 evidenciou, de forma clara, que a inteligência artificial já é parte integrante da prática oftalmológica — e que sua evolução dependerá diretamente da capacidade dos especialistas em integrar conhecimento clínico, tecnologia e visão estratégica.



