A campanha reforça a urgência de um diagnóstico precoce, mas o papel do oftalmologista vai além: informar bem o paciente é parte essencial do tratamento.
Todo mês de maio, clínicas e consultórios oftalmológicos de todo o Brasil ganham uma cor: o verde. A paleta não é apenas estética. Ela representa o Maio Verde, campanha mundial de conscientização sobre o glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo e que, no Brasil, afeta cerca de 3 milhões de pessoas, segundo estimativas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
O grande desafio da doença, no entanto, não é apenas clínico. É comunicacional. O glaucoma é silencioso: na maioria dos casos, não provoca dor, não causa vermelhidão e avança sem que o paciente perceba qualquer alteração na visão até estágios mais avançados da perda do campo visual. Quando os sintomas se tornam perceptíveis, o dano ao nervo óptico já pode ser irreversível.
É justamente aqui que o Maio Verde cumpre sua função mais estratégica: despertar a população para a necessidade do exame preventivo e manter o tema em evidência ao longo de todo o mês.
O que é o Maio Verde
A campanha foi criada para mobilizar profissionais de saúde, instituições e a sociedade em torno de um objetivo comum: ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do glaucoma. Ao longo do mês, são realizadas ações de triagem gratuita, palestras, publicações científicas e movimentos de comunicação nas redes sociais com a hashtag #MaioVerde.
O símbolo da campanha, um laço verde, foi adotado internacionalmente pelo World Glaucoma Association e pelo World Glaucoma Patient Association para identificar as ações de conscientização. No Brasil, sociedades como o CBO e a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) lideram o movimento a cada edição.
Para o oftalmologista, o mês representa uma oportunidade de amplificar a voz da especialidade junto ao público leigo, mas também de revisar e aprimorar a forma como orienta seus próprios pacientes no dia a dia.
Informação correta: a base de qualquer tratamento bem-sucedido
Tratar glaucoma sem educar o paciente é como prescrever um medicamento sem explicar como tomá-lo. A frase pode parecer simples, mas esconde um problema real: estudos mostram que a baixa adesão ao tratamento, especialmente ao uso contínuo dos colírios hipotensores, é um dos principais fatores para a progressão da doença.
A causa mais comum dessa não adesão? Falta de compreensão sobre a gravidade da doença e sobre como o tratamento funciona.
Pacientes que entendem que o glaucoma é crônico, que a pressão intraocular não é o único fator relevante e que a perda visual pode ser prevenida com acompanhamento regular tendem a ser mais comprometidos com o plano terapêutico. E pacientes engajados geram menos complicações, menos revisitas de urgência e melhores resultados clínicos.
O problema é que a consulta oftalmológica, com sua densidade de informação técnica e seu tempo limitado, nem sempre oferece espaço suficiente para essa construção de entendimento. É aí que ferramentas educacionais complementares, como cursos e materiais de apoio, passam a ter papel central.
| “Quando o paciente entende o que está acontecendo com sua visão e por que precisa usar o colírio todos os dias, o comportamento muda. A educação é parte do tratamento, não um acessório.” — Perspectiva clínica recorrente na literatura sobre adesão ao glaucoma |
Por que o Maio Verde também é um momento de capacitação
A campanha de conscientização tem o maior impacto quando vai além das faixadas verdes e dos posts nas redes sociais. O Maio Verde mais eficaz é aquele em que o próprio médico se prepara para ser o melhor comunicador possível da condição do seu paciente.
Isso inclui rever a linguagem usada na consulta, identificar os pontos de dúvida mais frequentes (“posso fazer exercício?”, “tenho que usar o colírio para sempre?”, “meus filhos têm risco?”) e ter à disposição materiais de apoio que o paciente possa consultar em casa.
Pensando nisso, a plataforma UV Educacional disponibiliza o curso Glaucoma Sem Mistérios, com a Dra. Cristiame Calheiros. Desenvolvido especialmente para pacientes, o curso aborda em linguagem acessível:
- por que o glaucoma evolui de forma lenta e silenciosa e quais sinais merecem atenção;
- quais fatores influenciam o controle além da pressão intraocular;
- as opções de tratamento e como elas variam conforme tipo e estágio;
- hábitos diários, alimentação e exercícios que impactam a saúde ocular;
- como mudanças simples na rotina apoiam o controle da doença.
👉 Acesse o curso Glaucoma Sem Mistérios e indique para seus pacientes.
Planeje suas ações de comunicação com o calendário de campanhas 2026
Para além do Maio Verde, a oftalmologia conta com um calendário rico de campanhas ao longo de todo o ano: Janeiro Branco (saúde mental e visual), Agosto Dourado (amamentação e visão do lactente), Outubro Rosa (rastreamento ocular no contexto do câncer de mama), entre outras datas estratégicas.
Organizar a comunicação da clínica a partir desse calendário é uma forma de manter o consultório relevante nas redes sociais, engajar pacientes e posicionar o médico como referência em educação em saúde ocular.
A Universo Visual preparou um e-book completo com o calendário de campanhas de conscientização em oftalmologia para 2026, com datas, temas e sugestões de como cada campanha pode ser aproveitada na comunicação da sua clínica.
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Maio Verde na prática: como o consultório pode participar
Engajar-se com o Maio Verde não exige grandes investimentos. Veja algumas ações que qualquer clínica pode implementar:
- Produzir conteúdo educativo nas redes sociais sobre os fatores de risco do glaucoma, como histórico familiar, diabetes, miopia elevada e idade acima de 40 anos.
- Oferecer medição de pressão intraocular como triagem rápida durante o mês, associando a ação à campanha.
- Enviar comunicados por WhatsApp ou e-mail para a base de pacientes, lembrando da importância do exame anual e da adesão ao tratamento.
- Indicar materiais de apoio, como o curso Glaucoma Sem Mistérios, para pacientes recém-diagnosticados que precisam compreender melhor sua condição.
- Usar o e-book de campanhas para já estruturar as próximas ações de comunicação até o fim do ano.
O glaucoma não espera: e a conscientização também não pode
O laço verde do Maio Verde é, antes de tudo, um lembrete de urgência. Mais de 50% dos casos de glaucoma ainda não são diagnosticados no Brasil, em parte pela ausência de sintomas precoces e em parte pela baixa cultura de prevenção ocular. Essa equação só muda com informação, e a informação de qualidade começa no consultório.
Que este mês seja uma oportunidade de renovar o compromisso com a saúde visual dos seus pacientes e de investir nas ferramentas que tornam a comunicação clínica mais eficaz, acessível e transformadora.
Recursos disponíveis:


