
Jeanete Herzberg – Administradora de empresas graduada e pós-graduada pela EASP/FGV. Autora dos livros “Sociedade e Sucessão em Clínicas Médicas” e “Conversando sobre Administração de Clínicas”
Sim! Há alguns dias fui a uma exposição, fora do Brasil, de obras de pintura de muros de pintores do mundo todo, inclusive brasileiros.
No fim do tour para conhecer as obras é facultado ao visitante fazer a sua pintura em uma parede, por dois minutos.
Quando me vi em frente àquela parede e comecei a pintar, percebi que não faria “arte” e sim apenas uns borrões. Me perguntei a razão e logo descobri de que nada adiantava eu ter a tinta e o muro à minha disposição se eu não planejasse o que gostaria de pintar e transmitir àqueles que veriam a obra.
Comecei fazendo uns riscos aqui e ali, mas logo senti que não sairia uma obra de arte. Imediatamente senti uma frustração enorme por não saber o que fazer nem como estruturar essa obra.
O que os pintores de muro certamente fazem é criar, sentir e imaginar o que querem transmitir e aí sim pensar como querem deixar cada canto do muro, que cores, tintas e demais materiais usar, que imagens, e de que tamanhos serão feitos.
O resultado disso são belas obras de todos os tipos e tamanhos expostos e que fazem sucesso de público e com grande aceitação de seus trabalhos.
Imediatamente pensei nas clínicas – como começar? Como receber os clientes, como registrar cada movimentação do paciente na clínica, sendo para uma consulta, procedimentos ou ainda cirurgias e gerando cobrança direta ou via convênios, por exemplo? Como se relacionar com seus funcionários, parceiros e demais prestadores de serviços?
E depois, como fazer com que toda a operação desse negócio gere lucros para seus sócios e boa remuneração para os que lá trabalham? E como trazer satisfação aos clientes que por lá passam?
A conclusão a que cheguei é simples: não há atividade que seja bem-feita sem um planejamento. Por mais simples que seja, mas com diretrizes e direcionamento para todos que interagem na prestação do serviço e possam saber qual caminho tomar.
Fazer arte tem muito da criatividade e imaginação, mas sem planejamento em como transformar essa criatividade em uma obra ela certamente não nascerá.
E o que você prefere na sua clínica: fazer uns borrões ou apresentar uma obra de arte a seus pacientes? A decisão é sua! Comece já a planejar o seu sucesso!



